As chuvas ininterruptas que atingem Mato Grosso há mais de um mês transformaram a reta final da colheita da soja em um cenário de crise. Com a impossibilidade de entrada das máquinas nas lavouras, os grãos estão brotando e apodrecendo ainda nas vagens.
Segundo a Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado de Mato Grosso (Aprosoja-MT), a situação é crítica em Marcelândia, onde as perdas financeiras já atingem R$ 1.800 por hectare.
O colapso logístico agrava o prejuízo: estradas rurais viraram atoleiros, retendo caminhões por até três dias e comprometendo a carga úmida. O impacto levou as prefeituras de Feliz Natal, Matupá e Marcelândia a decretarem situação de emergência para agilizar reparos em pontes e vias.
Além das perdas diretas na soja, o atraso inviabilizou a janela ideal de plantio do milho, gerando temor de descumprimento de contratos e multas financeiras aos produtores.




