Famoso pela sua devoção extrema ao presidiário Jair Bolsonaro, o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) reagiu à proposta de criação de uma vila com o nome de “Gilmarlândia”.
A proposta, do megaprodutor rural Eraí Maggi (PP), seria o embrião para a criação do 143º município de Mato Grosso e uma homenagem ao ministro Gilmar Mendes, do STF.
Cattani defende a criação de mais municípios, mas é contra a homenagem ao decano da Suprema Corte.
Para ele, o ideal era que se homenageasse os verdadeiros “heróis da Pátria”, que, na sua opinião, são aqueles bolsonaristas que, em janeiro de 2023, quebraram as sedes do Poderes, em Brasília.
Sugeriu que, em vez de Gilmarlândia, a nova unidade tivesse o nome de alguns mato-grossenses condenados pelo STF justamente por invadirem a Praça dos Três Poderes.
Na época, essas pessoas integravam um grupo de bolsonaristas que, no ato violento, defendiam a intervenção militar no Brasil, com a manutenção de Bolsonaro no Poder.
O deputado acha que seus colegas não cometerem crime algum, mas apenas “defenderam a democracia”.
Faltou pouco mesmo para que ele defendesse que o futuro município mato-grossense recebesse o nome de “Bolsolândia”.
Conhecido como “Rei da Soja”, o megaprodutor Eraí Maggi lançou, no fim de semana passado, o projeto denominado “Gilmarlândia”.
O embrião do que pode vir a ser o 143º município de Mato Grosso foi lançado na região do Estreito do Rio Claro, na MT-249, no Médio-Norte.
A proposta prevê a criação de uma vila planejada, com infraestrutura de saúde, educação e moradia.




