O ex-jogador de futebol Túlio Maravilha e sua família geraram repercussão nas redes sociais ao proibirem a filha, Tulianne, de cursar uma universidade pública. Em vídeo publicado no TikTok, o ex-atleta e sua esposa, Cristiane, detalharam os motivos para a escolha de uma instituição particular no Rio de Janeiro. Segundo a família, a decisão baseou-se em segurança, logística e alinhamento de valores.
Cristiane afirmou que a preferência por uma universidade privada ocorre por questões ideológicas. “A universidade particular alinha mais aos nossos pensamentos e aos nossos princípios”, declarou a mãe da jovem no registro. Ela ressaltou que a intenção é manter os valores familiares durante a formação acadêmica da filha.
Túlio Maravilha destacou os riscos urbanos como um fator determinante para a proibição. O ex-jogador mencionou que o deslocamento para as sedes das federais envolveria trajetos perigosos na capital fluminense. “A logística não é muito legal, né? Tem que ficar uma hora e meia, duas horas, passar na linha amarela, linha vermelha, zona de conflito”, argumentou.
Além da segurança, o ex-atleta criticou a conservação e o funcionamento das instituições públicas no Rio de Janeiro. Ele citou a recorrência de greves e a interrupção do calendário letivo como pontos negativos. “A Federal aqui no Rio, infelizmente, está bem precária, tem greve, vários meses parada”, disse Túlio.
Tulianne endossou as críticas do pai sobre a infraestrutura das unidades federais. A jovem relatou que as condições físicas dos locais foram levadas em conta na decisão familiar. “Bem precária, tá caindo aos pedaços, infelizmente. Não tem papel higiênico”, afirmou a adolescente no vídeo compartilhado.
Após a repercussão negativa, Tulianne publicou um novo vídeo para rebater as críticas e explicar que a decisão foi consensual. Ela defendeu que o termo “valores” usado pela mãe foi interpretado de forma errada pelo público. “Muitas pessoas distorcem quando a gente fala de valores, princípios. Hora nenhuma [Cristiane] falou que a faculdade federal não tem valores”, explicou.
A jovem reforçou que respeita a autoridade financeira e familiar dos pais em sua escolha acadêmica. Tulianne destacou que, por ser dependente, segue as diretrizes estabelecidas pelo casal. “Se eu dependo dos meus pais financeiramente pra comer, pra vestir, pra andar de carro, em qualquer coisa, eu vou respeitar a decisão deles”, concluiu.




