Mensagens vazadas de um celular funcional da Delegacia da Polícia Civil de Sorriso (MT), em dezembro, mostram comentários, em um grupo de WhatsApp, que sugerem abusos sexuais a outras detentas e possíveis torturas a investigados. A Polícia Civil diz que o aparelho de onde partiram os vazamentos foi furtado meses antes, em outubro do ano passado.
A reportagem teve acesso a mensagens e áudios vazados do celular oficial. Elas mostram a existência de um grupo intitulado “DHPP/Assuntos Oficiais”, uma referência à Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa, o nome da unidade.
Um print datado de 6 de novembro mostra uma conversa sobre uma detenta. Um dos participantes escreve: “uma escaldada nessa piranha, rapaz, pode comer”, seguido de risada. No mesmo grupo, uma mulher reage com surpresa à mensagem “Que isso”(confira abaixo).
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Print mostra conversa entre policiais em grupo de mensagens em MT — Foto: Reprodução
À época do vazamento das conversas, com prints compartilhados pelo WhatsApp, o delegado titular Bruno França afirmou à imprensa que trechos das conversas foram apagados e editados para prejudicar o trabalho da Polícia Civil e sugerir condutas ilegais da equipe.




