Divulgação
Duas meninas, de quatro e seis anos, foram resgatadas pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) na quinta-feira (29)
Após serem encontradas dentro de uma caminhonete com três homens desconhecidos, logo depois de deixarem um garimpo ilegal localizado na Terra Indígena Sararé, em Pontes e Lacerda/MT.
A abordagem ocorreu no km 25 da BR-174, rodovia que dá acesso à área de exploração ilegal de ouro, que também se estende aos municípios de Conquista D’Oeste e Vila Bela da Santíssima Trindade. Segundo a PRF, as crianças estavam conscientes e não apresentavam sinais de violência ou abuso.
De acordo com o agente Zibetti, que atendeu a ocorrência, o motorista do veículo informou que foi contratado pela própria mãe das meninas para retirá-las do garimpo, após ela tomar conhecimento de uma suposta ação policial no local. O condutor disse ainda que atua como freteiro, realizando transporte entre o garimpo e a área urbana.
Diante da situação, os agentes retiraram imediatamente as crianças do veículo e acionaram o Conselho Tutelar. Um dos ocupantes da caminhonete possuía antecedente criminal por violência doméstica, conforme a Lei Maria da Penha.
O Conselho Tutelar encaminhou as menores até a cidade e, posteriormente, localizou a mãe, que deixou a área do garimpo após o resgate das filhas.
A Terra Indígena Sararé é uma das áreas mais impactadas pelo garimpo ilegal na Amazônia Legal. Segundo as forças de segurança, a exploração de ouro no território se intensificou nos últimos anos e está associada à atuação de organizações criminosas. Estima-se que cerca de dois mil garimpeiros e integrantes de facções atuem na região, o que tem provocado conflitos armados.
A operação de desintrusão no território é coordenada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), com apoio da Polícia Federal, PRF, Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Força Nacional, Gefron, além das polícias Civil e Militar de Mato Grosso e Goiás. A ação é permanente e não possui prazo para encerramento.
Desde o início da operação, mais de 160 escavadeiras e centenas de equipamentos utilizados na atividade ilegal foram destruídos. Desde 2023, o número de máquinas neutralizadas ultrapassa 460. Dos cerca de 67 mil hectares da Terra Indígena Sararé, mais de três mil já foram devastados pela exploração ilegal de ouro.
Fonte: PowerMix




