Imagem: colagem digital/ Edição: Abronca Popular
Decisão em causa própria transforma mandato em balcão de vantagens
A Câmara de Vereadores de Campo Novo do Parecis decidiu rasgar qualquer verniz de compromisso público e oficializou aquilo que a população mais repudia: privilégio bancado com dinheiro do povo.
Em sessão extraordinária, os parlamentares aprovaram a criação de um auxílio-saúde de R$ 1 mil mensais para si próprios e para servidores do Legislativo — uma benesse que deve custar cerca de R$ 500 mil por ano aos cofres públicos.
A matemática da vergonha foi simples: cinco vereadores votaram a favor do benefício, dois foram contra e outros dois preferiram a covardia da abstenção. O resultado é um tapa na cara do contribuinte, que segue enfrentando filas, falta de médicos, carência de medicamentos e a humilhação da chamada “ambulancioterapia” quando precisa de atendimento fora do município.
A apunhalada nas costas da população tem autores bem definidos: Joaquim Equip (PP), Willian Freitas (PP), Gringo (Cidadania), José Elias (PRD) e Dricka Lima (Cidadania).
Beito Machadinho (UB) e Dr. Andrei (PP) se abstiveram — nem com o povo, nem contra a mamata.
Djonathan Baioto (PL) e Milton Soares (UB) votaram contra, ficando em minoria diante do rolo compressor corporativista.
O mais revoltante é o simbolismo da decisão.
Enquanto a saúde pública agoniza, os “representantes do povo” garantem para si um plano VIP, pago religiosamente por quem mal consegue acesso a atendimento digno. Não é política pública; é escárnio institucionalizado.
A resposta veio das ruas. Um movimento popular, liderado por moradores, lideranças comunitárias e cidadãos indignados, ganhou corpo e tomou as redes sociais. O recado é direto: a população não aceita ser tratada como caixa eletrônico de privilégios. Um protesto pacífico foi convocado para este sábado, dia 31/01, às 13 horas, como demonstração clara de repúdio à medida.
Fonte: A Bronca popular



