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Emendas de mais cinco vereadores são investigadas em operação

As emendas parlamentares destinadas ao Instituto Brasil Central (Ibrace), que somam mais de R$ 5,4 milhões, tiveram como principais distribuidores o vereador Chico 2000 e outros cinco parlamentares da Câmara de Cuiabá. O volume de recursos chamou a atenção da Polícia Civil e resultou na Operação Gorjeta, deflagrada nesta semana pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor).

Conforme já noticiado, o juiz Cássio Leite de Barros Netto, do Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias, determinou que a Controladoria-Geral do Município de Cuiabá realize auditoria nos repasses feitos ao instituto entre 2023 e 2025.

O documentou que embasou na operação detalha quanto cada parlamentar destinou ao IBRACE no período analisado. O vereador Chico 2000 aparece como principal responsável pelos repasses, com R$ 3.550.000,00. Já a emenda conjunta de Chico 2000 (50%) e Didimo Vovô (50%) soma R$ 200.000,00.

Já o ex-vereador Dr. Luiz Fernando Amorim destinou R$ 350.000,00, enquanto o parlamentar Kassio Coelho indicou R$ 400.000,00. O colega de parlamento Wilson Kero Kero e o ex-vereador Lilo Pinheiro aparece vinculado ao valor de R$ 317.213,00, e Wilson Kero Kero, individualmente, a R$ 307.000,00. Há ainda R$ 365.574,00 registrados sem especificação de responsável. No total, os repasses ao instituto alcançam R$ 5.489.787,00.

Dados do Portal da Transparência indicam que, além das emendas já investigadas, o IBRACE recebeu em 9 de setembro de 2025 o valor de R$ 728.138,10, para a realização da 11ª Corrida e Caminhada pela Vida, por meio da Emenda Parlamentar Impositiva n.º 150/2025, de autoria do vereador Cezinha Nascimento. O repasse está vinculado ao Termo de Fomento n.º 08/2025/SMESP.

Ainda segundo o portal, o mesmo parlamentar destinou outra emenda, de número 145/2025, no mesmo valor de R$ 728.138,10, para o projeto Pedal pela Vida, também executado pelo IBRACE. Contudo, não há informação sobre o pagamento dessa emenda nem sobre a realização do evento. O caso está relacionado ao Termo de Fomento n.º 07/2025/SMESP.

As investigações no Inquérito Policial identificaram que ao menos duas corridas de rua organizadas pelo IBRACE contaram com a contratação da empresa Sem Limite Esporte e Eventos Ltda – Chiroli Esportes, de propriedade de outro alvo da operação, João Nery Chiroli,. Em ambos os casos, os recursos públicos vieram de emendas parlamentares impositivas do vereador Chico 2000, formalizadas por meio de termos de fomento com a Secretaria Municipal de Esportes de Cuiabá.

O Relatório n.º 2025.5.224217 também aponta trocas de mensagens entre Chico 2000 e o empresário João Nery Chiroli, entre fevereiro e abril de 2025, tratando da 36ª Corrida do Senhor Bom Jesus de Cuiabá e da 6ª Corrida do Legislativo Cuiabano. Em uma das conversas, o vereador informa que Chiroli o acompanharia em reuniões relacionadas aos eventos.

A Polícia Civil apura se o IBRACE foi utilizado como intermediário para a execução dos eventos enquanto a empresa privada assumia a organização, em um modelo que, segundo a investigação, pode ter facilitado o direcionamento e o uso irregular dos recursos públicos.

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