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Sexo com “varão” e sem palavrão: sexóloga cristã viraliza com dicas

O vídeo da sexóloga cristã Kariely de Andrade ultrapassou as fronteiras das igrejas e caiu nas graças (e nos memes) das redes sociais. Com um discurso que mistura fervor religioso e dicas de alcova, ela defende que o “leito sem mácula” não abre brecha para o dicionário de palavrões, nem mesmo no calor do momento. A premissa é simples: o cristão não deixa de ser crente quando apaga a luz.

Entenda

Identidade contínua: a especialista afirma que os valores cristãos não devem ser “pausados” na hora H; o comportamento deve ser coerente com a fé 24 horas por dia.

O poder das palavras: segundo a abordagem, o que é dito no sexo tem poder espiritual para abençoar ou amaldiçoar o cônjuge.

Dicionário restrito: palavras de baixo calão (especialmente as iniciadas com “P”, “U” e “T”) devem ser substituídas por termos sensuais, mas que sejam “limpos”.

Repercussão viral: o vídeo já soma milhões de visualizações, dividindo opiniões entre fiéis fervorosos e internautas que não perdem a chance de um trocadilho bíblico.

Entre o “Amém” e o “Ai, meu Deus”

Para quem achava que a intimidade era um território sem lei, a sexóloga traz um balde de água fria — ou melhor, de água benta. Segundo ela, muitos casais acreditam equivocadamente que, entre quatro paredes, “vale tudo”. Mas, para a especialista, Deus continua sendo espectador da união e se importa com o vocabulário utilizado no ambiente conjugal.

A gente fecha os olhos para Deus na intimidade, mas Deus não fecha os olhos para nós nesse momento não”, alerta no vídeo.
A ideia é que, se o cristão evita palavras torpes no cotidiano, não faria sentido invocá-las justamente no momento de maior conexão com o parceiro.

O que pode e o que não pode no sexo

Se você está se perguntando o que sobra no repertório após o corte das palavras proibidas, a sexóloga garante que a sensualidade continua liberada. Na legenda de sua publicação, ela deu o caminho das pedras (ou das nuvens) para quem quer manter o clima aceso: termos como “delícia”, “gostoso” e “você me deixa louco” estão entre os termos permitidos.

A regra de ouro é: o que sai da boca deve ser “profético”. Ou seja, em vez de xingamentos, o foco deve ser em elogios e expressões de prazer que edifiquem o outro. Afinal, é possível gemer sem transgredir.

O “Cajado de Moisés” e o Arrebatamento

Como a internet não perdoa, o conteúdo rapidamente saltou das bolhas religiosas para o topo dos trending topics. Se por um lado houve quem agradecesse pelas orientações, por outro, os internautas mostraram que a criatividade para o “humor gospel” está em dia.

Comentários como “Me abra como Moisés abriu o Mar Vermelho” e “Deleite-se no meu cajado” inundaram a publicação. Outros usuários entraram na brincadeira descrevendo o orgasmo como um “arrebatamento precoce”. Entre a doutrina e a diversão, o fato é que a sexóloga conseguiu o que muitos pregadores tentam há anos: fazer o público parar para ouvir sobre os costumes cristãos — ainda que o cenário seja o quarto de casal.

Por CAMILA SANTOS

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