A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã de hoje (20), a Operação Déjà Vu, para cumprimento de 43 ordens judiciais, com o objetivo de apurar indícios do crime de inserção de dados falsos em sistema informatizado e de crimes correlatos, como corrupção e associação criminosa, praticados contra a Procuradoria-Geral da Prefeitura de Cuiabá.
Foram expedidas três ordens de prisão, sendo que duas já foram cumpridas contra Adriano Henrique Escame de Oliveira e Matheus Henrique do Nascimento Pereira. Adriano foi nomeado pela Câmara de Cuiabá em maio de 2025 para atuar como assessor parlamentar externo e exonerado em agosto do mesmo ano.
O terceiro alvo do mandado de prisão ainda não foi identificado.
A investigação, realizada pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), teve início em abril de 2025, a partir de notícia de fato encaminhada pela própria PGM, no final do primeiro trimestre do ano.
Também são cumpridas na operação 12 mandados de busca e apreensão, 9 medidas cautelares diversas da prisão, 3 afastamentos do serviço público, 4 medidas de sequestro de bens e 12 bloqueios de valores, totalizando R$ 491.450,45, deferidas pelo Juízo do Núcleo do Juiz das Garantias da Comarca de Cuiabá.
A Polícia Civil também representou por providências destinadas a evitar a destruição de evidências, resguardar a instrução e por constrições patrimoniais para assegurar eventual ressarcimento ao erário.
As investigações apontam a suspeita de uso indevido de credenciais (logins/senhas) e de rotinas internas para a realização de lançamentos e cancelamentos irregulares, com potencial impacto na arrecadação e na regularidade de registros administrativos. Também são apurados indícios de vantagem indevida, possivelmente vinculada a “intermediações” e supostos “serviços” relacionados à alteração de registros.
As ordens judiciais visam à coleta, preservação e análise de elementos informativos, com ênfase em dispositivos eletrônicos e registros digitais relevantes para o esclarecimento dos fatos.
Déjà Vu
O nome da operação faz referência à repetição de padrões identificados ao longo da apuração, relacionados a lançamentos e cancelamentos que, em tese, apresentam recorrência e similaridade operacional, demandando aprofundamento técnico e rastreabilidade digital.




