O chefe do exército da Dinamarca, Peter Boysen, revelou planos para proteger a Groenlândia em meio à ameaça de uma invasão por parte dos EUA. Tropas da Otan já se deslocaram para a ilha.
Segundo Boysen, as tropas do país têm a “obrigação” de atirar primeiro e perguntar depois se algum invasor lançar um ataque. O compromisso faz parte da constituição militar de Copenhague e estipula que os soldados devem abrir fogo “imediatamente” diante de uma agressão.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alega que o território, que pertence à Dinamarca e tem um governo semiautônomo, é fundamental para a segurança nacional americana.
Boysen ressaltou a necessidade de “tropas em terra” na Groenlândia e o reconhecimento do terreno, o que seria feito por satélites e drones, por exemplo.
“Para manter a soberania, é preciso ter tropas no terreno. Precisamos, obviamente, de unidades capazes de se deslocar para a Groenlândia em tempos de crise para demonstrar presença”, acrescentou. Segundo Boysen, a Dinamarca possui um batalhão com cerca de 600 soldados, capaz de ser enviado para o Ártico.
A fala vem após o ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, Lars Lokke Rasmussen, afirmar que Trump está determinado a “conquistar” a ilha rica em minerais. A posição é condenada por parte da Europa e mobiliza membros da Otan, como França, Suécia, Alemanha e Noruega. A medida é uma forma de demonstrar aos EUA que seu aliado, a Dinamarca, deve manter a posse da Groenlândia semiautônoma.
Um oficial militar britânico também deve chegar à Groenlândia após as conversas entre os EUA e a Dinamarca em Washington terminarem sem avanços. Cerca de 1.500 soldados britânicos devem participar de novos exercícios militares.
O vice-primeiro-ministro da Groenlândia, Mute Egede, confirmou o aumento de contingente, afirmando que é esperado que mais soldados da Otan estejam presentes nos próximos dias.
Segundo Rasmussen, a Dinamarca já intensificou suas responsabilidades em segurança, aumentando o financiamento para as forças armadas, incluindo navios, drones e caças.
Na quarta-feira (14), Trump afirmou que não “desistiria de opções” para adquirir a Groenlândia, mas disse acreditar que “algo dará certo”.
“Tenho uma ótima relação com a Dinamarca e veremos como tudo se desenrola. Acho que algo vai dar certo”, acrescentando que “qualquer coisa menos que” o controle total dos EUA sobre a Groenlândia é “inaceitável”.
A compra da Groenlândia pode custar ao governo dos EUA a quantia de US$ 700 bilhões, segundo uma estimativa feita pelo canal americano NBC.




